quarta-feira, 25 de janeiro de 2012


QUAL MOCIDADE NÓS NOS TORNAMOS???



Recordo-me com muita clareza da nossa época de adolescentes, de garotos e garotas que estavam sempre juntos, que fizeram muitas coisas… Lembro de tantos passeios (zoológico, parque das mangabeiras, sítios, festas, vigílias,sessão cinema, ida as sorveterias,pizzarias, coreografias,teatros, os ensaios do conjunto, as musicas que escolhíamos para cantar,acampamentos, idas e vindas na casa dos  irmãos, retiros e mais retiros, conversas e risadas na porta  da Igreja, batismos e profissões de fé… Nossa! Como temos momentos e lugares inesquecíveis! Uma época em que, em sua maioria, passávamos os finais de semana reunidos.
Claro que também lembro que tivemos muitos problemas, muitas discussões, muitas brigas até… Não éramos, de forma alguma, pré-adolescentes, adolescentes e até jovens perfeitinhos… Tínhamos também aqueles grupinhos, panelinhas por amizade; afinidade; idade; popularidade e tantos outros “ades” da vida… Mas, a maior parte do que éramos me deixa uma enorme saudade! Entretanto, hoje, me vejo com aquela questão ali de cima na cabeça: Qual Mocidade nós nos tornamos? E, quando digo Mocidade me refiro não só ao departamento, mas a nós jovens, homens e mulheres. Penso no individual e no coletivo, acho que os dois dialogam e se completam.
Esse título/pergunta é para vocês que também partilham minhas recordações. É para vocês que podiam não ser tão enturmados, por timidez ou qualquer outro motivo, mas que estavam por ali… É para vocês que chegaram recentemente e podem não ter passado alguns ou todos aqueles momentos… Essa pergunta é para aqueles que estão perto e é para aqueles que estão longe“Quero trazer a memória o que me pode dar esperança”. Lamentações 3:21.
Pode até parecer um pouco de saudosismo, nostalgia, angústia e desabafo. Na verdade, pode ser tudo isso junto e mais tantos outros sentimentos. Só sei que esta pergunta tem me sondado: QUAL MOCIDADE NÓS NOS TORNAMOS?
Hoje, o que vemos são bancos, corredores vazios. Vemos programação e atividades desmarcadas por falta de pessoal ou por diversas razões. Vemos falta de entrosamento e não queremos assumir responsabilidades… Não estou dizendo com isso que a quantidade sobrepõe a qualidade. Até porque acredito no versículo 20 de Mateus 18: “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles”. Mas, vemos hoje uma Mocidade que não tem tido tempo para as coisas de Deus.
Bom, a falta de tempo pode ser uma questão complicada; no entanto, pode ser a solução ou a resposta perfeita que temos escolhido. Acho que uma das respostas àquela pergunta pode ser esta então: TORNAMO-NOS UMA MOCIDADE SEM TEMPO. Homens e mulheres atarefados pela correria da vida de hoje. Isso! Muitos de nós vamos encontrar nesta reposta a saída ideal. Fazemos faculdade, estagiamos, trabalhamos, estudamos, fazemos cursos,temos atividades da casa para fazer (isso as jovens casadas), fazemos viagens, … E uma série de outras atividades que consomem quase que nosso tempo integral. Ai, o que sobra, precisamos usar para descansar, sair para outros lugares, ficar com os amigos, namorar; enfim, aproveitar nossa vida. Afinal, somos jovens! E, para tornar essa justificativa mais coesa e consistente, podemos acoplar outras questões como a falta de motivação e atração das “coisas de Deus e da Igreja”. Pronto! Agora se aquela insistente pergunta aparecer de novo, alguns podem responder rapidamente que não temos tempo…
A verdade é que não sei qual a resposta certa de que Mocidade  somos hoje. Mas idealizo qual Mocidade deveríamos ser. Deveríamos ser jovens missionários; comprometidos na transmissão do Evangelho e com a salvação de almas; que exalam o perfume de Cristo; que tem ousadia, coragem e força pela graça de Deus; que assumam responsabilidades; que vivam por Cristo e que, se preciso for, morram (literalmente) pela Verdade.
Que não nos esqueçamos das palavras de Jesus relatadas em Mateus 24: 12-13, “E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar até o fim, será salvo”. Precisamos voltar ao Primeiro Amor, precisamos voltar a Deus.
Não sei qual resposta você deu ao ler tantas vezes aquela pergunta. Talvez você não tenha tido tempo de pensar ainda.

 Fonte: Extraído e adaptado do site da UMP

Um comentário:

  1. ACREDITO QUE ESTE TEXTO, TROUXE A MEMORIA GRANDES RECORDAÇÕES E MOMENTOS VIVIDOS PELOS JOVENS DA IPB PEDRA BRANCA,ENTÃO ACHO EXTREMAMENTE IMPORTANTE QUE ELE SEJA O NOSSO TEXTO INICIAL PARA SEMPRE NOS QUESTIONARMOS SOBRE QUAL MOCIDADE REALMENTE NOS TORNAMOS.

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